QUEM SOMOS ?

QUEM SOMOS ?
Marcos e Josilene Deco, unidos pelo segundo matrimônio, somos pais de 6 filhos, sendo 4 do meu primeiro casamento e 2 do primeiro casamento dela. Conheço Yeshua nosso salvador desde 1995 e a Josilene nasceu numa família de crentes. Ela formada em Serviço social e eu cursando Letras. Fui consagrado ao ministério pastoral em 2003, iniciei um processo de conhecimento das Raízes da fé judaica, o qual me entreguei totalmente. Hoje trabalhamos para o reino de forma mais liberal, sem vínculos eclesiásticos, mas servindo ao corpo naquilo que possível. Nossa função tanto no blog quanto em toda a nossa vida é testemunhar a salvação por nós recebida pela fé no Mashiach Yeshua. Amém.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A sabedoria

A Sabedoria

Encontramos na parashat Tetsavê, que ao ordenar a Moshê que orientasse os sábios, para a confecção das roupas dos cohanim, O ETERNO diz: “E falarás a todos os sábios de coração (talentosos naturalmente), aos que enchi de espírito de sabedoria...” (Shemot 28:3).

O Targum Unkelus e o Rambam explicam “aos que enchi de espírito de sabedoria” como “aos que completei com sabedoria”, ou seja, já tinham sabedoria, porém o Todo-Poderoso acrescentou um complemento.

Para entendermos melhor esta expressão (“aos que completei com sabedoria”), trazemos a passagem do Talmud (Sucá 46): “Aprendemos a diferença entre o sistema do Todo-Poderoso e o sistema do ser humano. No sistema do ser humano, um utensílio vazio pode ser enchido, porém um utensílio cheio não comporta mais nada. No sistema do Todo-Poderoso, entretanto, o utensílio cheio é o que é capaz de conter mais, enquanto o utensílio vazio não”. Este comentário refere-se à explicação da frase “Vehayá im shamôa, tishmá”  Se ouvires a voz do Eterno, Teu D’us para guardar e cumprir (Devarim 28:1): Se alguém está acostumado a estudar a Torá, poderá acrescentar aos seus conhecimentos algo mais, porém quem não a estuda não terá como aumentá-los.

A sabedoria só pode se concretizar e se complementar quando é alimentada constantemente.

O Rabino Moshê Chayim Luzzato zt”l, em seu livro Dêrech Êts Hachayim, segundo e terceiro parágrafos diz: A sabedoria foi depositada pelo Todo-Poderoso nos corações dos seres humanos. Para que ela possa prevalecer e conservar-se, porém, é necessário que esse mesmo ser humano recarregue-a continuamente. Assim, será ressaltada e não permanecerá embutida nos corações, sem se manifestar para o proveito de todos. Cabe ao ser humano, portanto, compenetrar-se, pois se ele não buscá-la, ela não será alcançada e passará os anos de sua vida sem saber o comportamento adequado que a Torá determina. Futuramente, deverá prestar contas perante o Todo-Poderoso, por não ter estimulado e usado seu potencial de sabedoria injetado por D’us.

O Ramchal segue dizendo, que o conhecimento da Torá (denominada de Torat Emet, porque nos mostra o verdadeiro caminho e o comportamento adequado) fortalece o espírito do ser humano e afasta dele o yêtser hará (o mau instinto). Ou seja, quanto mais o indivíduo estuda a Torá, mais se aperfeiçoa em relação a essa sabedoria. Assim sendo, o mau instinto não prevalece e não o prejudica  da mesma forma que o mau instinto não se aproxima dos mal’achim (anjos). Entretanto, se o indivíduo não estudar a Torá, essa mesma sabedoria não será desenvolvida. Conseqüentemente, seu coração estará vazio e o Yêtser Hará prevalecerá, fazendo com que peque.

Estas palavras do Rabi Moshê Chayim Luzzato zt”l coincidem com as do Rambam (final de Hilchot Issurê Biyá): A melhor forma do indivíduo se resguardar do pecado é estudando a Torá, pois os pensamentos sobre pecados se encontram em corações vazios de Torá e sabedoria.

Extraído do Livro: "Nos Caminhos da Eternidade"

Por André Lucas

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