QUEM SOMOS ?

QUEM SOMOS ?
Marcos e Josilene Deco, unidos pelo segundo matrimônio, somos pais de 6 filhos, sendo 4 do meu primeiro casamento e 2 do primeiro casamento dela. Conheço Yeshua nosso salvador desde 1995 e a Josilene nasceu numa família de crentes. Ela formada em Serviço social e eu cursando Letras. Fui consagrado ao ministério pastoral em 2003, iniciei um processo de conhecimento das Raízes da fé judaica, o qual me entreguei totalmente. Hoje trabalhamos para o reino de forma mais liberal, sem vínculos eclesiásticos, mas servindo ao corpo naquilo que possível. Nossa função tanto no blog quanto em toda a nossa vida é testemunhar a salvação por nós recebida pela fé no Mashiach Yeshua. Amém.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

ESCRITURA E JUDAÍSMO

ESCRITURA E JUDAÍSMO

A Torá

Um historiador da religião judaica do século XIX, deu certa vez, uma caracterização muito feliz da Bíblia. Disse que ela tinha servido de “pátria portátil para os judeus”. Idéia semelhante tinha sido expressa nove séculos antes pelo rabino Saádia, o Gaon (Reitor) da Ieshivá (Academia) de Sura: ”Israel só é um povo graças à Torá”.

Esse fenômeno de uma Escritura que congrega em si a filosofia da crença religiosa, o guia de conduta moral, e que, num passado não muito remoto, abrangia e governava a totalidade da vida judaica, foi observado com admiração por Heinrich Heine, o grande poeta alemão, apesar de livre-pensador convicto: “Os judeus podem consolar-se de haver perdido Jerusalém, o Templo, a Arca da Aliança, os vasos de ouro e os tesouros preciosos de Salomão. Tal perda é insignificante em comparação com a Bíblia – o tesouro imperecível que salvaram. Se não me engano, foi Maomé quem denominou os judeus de “O Povo do Livro” – nome que conservaram até o dia de hoje e que é profundamente característico. Um livro é a sua pátria, seu tesouro, seu governante, sua felicidade e sua maldição. Vivem dentro dos limites pacíficos desse livro. Exercem ali seus poderes inalienáveis. Ali não podem nem ser espezinhados nem desprezados”.



Sem a Bíblia é impossível imaginar que os judeus pudessem ter sobrevivido como povo distinto ou como comunidade religiosa durante tantos séculos e através de tantas vicissitudes. Uma interessante agadá1 relatada no Talmud, ilustra a maneira pela qual o próprio povo concebia sua dedicação à Torá. Quando os israelitas estavam reunidos ao pé do Monte Sinai, a fim de firmar a solene Aliança com D’us, desceu de repente do céu, ficando miraculosamente suspenso sobre suas cabeças, uma aparição do Livro e, ao lado dela, uma da Espada. “Escolham!” ordenou a Bat Kol (a voz celestial). “Podem ter uma coisa ou outra, mas não as duas - o Livro ou a Espada! Se escolherem o livro, devem renunciar à Espada. Se escolherem a Espada, então o Livro perecerá”. O autor rabínico desse episódio concluía então, exultante, que os israelitas tomaram uma decisão memorável na história da humanidade: escolheram o Livro! “Em seguida, o Divino - Abençoado seja!- disse a Israel: (Se respeitarem o que está escrito no Livro, serão preservados da Espada, mas se não o respeitarem, a Espada os destruirá!) O fato é que na história dos judeus, escrita com sangue e sofrimento em tão grande proporção, tem sido precisamente a devoção ao Livro o que os levou tantas vezes à destruição pela Espada, brandida não por eles, mas por seus inimigos; mas o povo judeu sobreviveu a todos seus perseguidores.

A palavra hebraica para Bíblia é Tanach, composta pelas consoantes T-N-Ch, que representam as 3 divisões das Escrituras: Torá (Pentateuco), Neviim (Profetas) e Ketuvim (Escritos). De forma genérica, costuma-se designá-la por Torá, que em hebraico significa “orientação”, correspondendo à sua relação com o povo: uma orientação da vida.

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